Sexta-feira, 14 Junho

O deputado Amom Mandel uniu-se ao PT, PCdoB e PV no Congresso Nacional, um mês após dizer que não é político de esquerda, e votou contra o Projeto de Lei (PL 709/2023), de autoria do deputado federal Marcos Pollon (PL-MS), criticado pelos partidos de esquerda, por punir o Movimento dos Sem Terra (MST).

Amom foi a favor do Destaque 12, que muda o projeto aprovado para combater as invasões de propriedades privadas promovidas pelo MST com apoio do presidente Lula e seus aliados. Cobrado nas redes sociais, o parlamentar diz que não é a favor dos projetos da esquerda, mas caiu em contradição com o voto.

Cheio de contradições

Desde que anunciou ser pré-candidato a prefeito de Manaus, Amom foi cobrado por não assinar um pedido de impeachment contra Lula e questionado sobre suas tendências esquerdistas.

Recentemente o Portal Alex Braga mostrou outras contradições do parlamentar, que se diz defensor ambiental, mas se alia a políticos que chamam cientistas de “otários”.

Ainda que negue sua veia esquerdista, Amom viajou à COP, nos Emirados Árabes, e fez parceria com a deputado do PSOL, Célia Xakriabá, a quem chamou de aliada em causas ambientais.

Leia mais: Censura, ambientalismo seletivo e abandono de mandatos: veja como Amom faz a política que ele critica

Entenda o projeto

O texto-base do projeto foi aprovado nessa terça-feira (21) na Câmara, e precisa ainda passar pelo Senado. A medida pune quem participar de ocupação de prédios públicos ou de propriedades rurais públicas ou privadas. Essas pessoas ficariam proibidas de ser beneficiárias da reforma agrária, de receber qualquer benefício do governo federal, como o Bolsa Família ou participar do Minha Casa Minha Vida, além de não poderem mais participar de concurso público, entre outras restrições.

Defensores

Ao apresentar o projeto no ano passado, o deputado Marcos Pollon (PL-MS) justificou que a proposta era necessária devido às ocupações promovidas pelo MST. “O Brasil acompanhou aflito a uma onda de ações criminosas, estimulada pelo MST, conhecida como “Carnaval Vermelho”, que tinha por objetivo a ocupação ilegal de propriedades privadas. Ações terroristas se estenderam por diversos estados do Brasil”, disse o parlamentar.

O relator do projeto foi o presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), o deputado Pedro Lupion (PP-PR). “[O projeto] é justamente para que a ordem seja mantida e que as leis sejam cumpridas. O que motiva invasões de propriedade neste país é a certeza da impunidade, é a certeza de que a legislação é falha, é a certeza de que nada vai acontecer”, destacou.