Quarta-feira, 1 Julho

Um bebê de apenas 5 meses de vida, identificado como Karl Monteiro Abrantes, voltou a ser levado às pressas ao Hospital e Pronto-Socorro Infantil Joãozinho, em Manaus, após sofrer uma nova crise de convulsão. A família afirma viver momentos de angústia por não conseguir um diagnóstico definitivo e denuncia dificuldades para ter acesso a um neuropediatra, especialista considerado necessário para investigar o quadro da criança. O caso ocorre na gestão do governador Roberto Cidade (União Brasil).

Segundo a vizinha da família, Dilma Lima, no sábado (27), o bebê passou mal dentro de casa e começou a apresentar convulsões. Diante da situação, ela ajudou a mãe da criança, Anne Karoline Monteiro, a levar Karl até o Hospital Joãozinho, onde o menino ficou internado.

Após apresentar melhora, o bebê recebeu alta e retornou para casa. No entanto, nesta terça-feira (30), a família voltou a enfrentar momentos de desespero. De acordo com o relato de Dilma, Karl apresentou uma nova crise, chegou a enrolar a língua e ficou com o corpo roxo.

A criança foi levada novamente ao Hospital Joãozinho pela família e pela vizinha. Na unidade, o bebê foi encaminhado para a sala de reanimação e, após receber atendimento, permaneceu na sala de observação aguardando uma nova avaliação médica.

Família cobra diagnóstico e diz que falta neuropediatra

A principal reclamação da família é a falta de uma investigação mais aprofundada sobre a causa das crises. Segundo Dilma Lima, os responsáveis foram informados de que Karl precisa passar por avaliação de um neuropediatra para identificar possíveis alterações neurológicas.

Ainda conforme o relato da vizinha, a família teria sido informada no hospital de que não havia neuropediatra disponível para acompanhar o caso e que seria necessário procurar atendimento na rede particular.

A situação aumentou a preocupação dos familiares, que afirmam não ter condições de arcar com um acompanhamento médico particular e questionam por que uma criança de apenas 5 meses, que depende da rede pública, não consegue acesso ao especialista indicado.

“Eles precisam saber o que essa criança tem. Não adianta apenas atender na emergência quando ele passa mal e depois liberar sem descobrir a causa”, afirmou Dilma.

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Orçamento bilionário da saúde contrasta com reclamação da família

O caso de Karl Monteiro Abrantes ocorre em um cenário de altos investimentos anunciados para a saúde pública do Amazonas. Para 2025, o orçamento estadual aprovado ficou em aproximadamente R$ 31,4 bilhões, com previsão de cerca de R$ 4 bilhões destinados à área da saúde, incluindo recursos da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e unidades vinculadas.

Mesmo com recursos bilionários destinados ao setor, a família denuncia dificuldade para conseguir um atendimento especializado para o bebê.

Reclamação sobre acompanhantes no hospital

Além da dificuldade para conseguir atendimento especializado, Dilma Lima também denuncia problemas relacionados à permanência dos acompanhantes dentro da unidade.

Segundo ela, familiares não estariam autorizados a permanecer na recepção do hospital, onde existem cadeiras e ar-condicionado, sendo obrigados a aguardar do lado de fora, expostos ao sol, sem água e com dificuldades para utilizar o banheiro.

Questionados sobre a restrição, seguranças teriam informado que a determinação partiria da direção do hospital.

NOTA

O Núcleo de reportagem investigativa do Portal Alex Braga entrou em contato com a Ses para falar sobre o caso, mas até a publicação desta matéria não obtivemos respostas. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

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