Sexta-feira, 24 Abril

O deputado federal do Amazonas, Adail Filho (MDB), passou a ser alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) após a decisão do ministro Alexandre de Moraes. A investigação visa a suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro, após dados reunidos pela Polícia Federal que relacionam o parlamentar a apreensão de R$ 1,2 milhão em espécie no Aeroporto Internacional de Brasília.

Em maio do ano passado, durante uma fiscalização de rotina realizada pela Polícia Federal no aeroporto, três empresários do Amazonas foram flagrados tentando transportando o dinheiro em malas. Na época, o Portal Alex Braga (PAB), noticiou que um dos detidos havia ganhado um contrato milionário de R$ 2,5 milhões da prefeitura de Coari, comandada por Adail Pinheiro, pai do deputado federal e agora investigado.

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Investigações e Adail Filho na mira da Justiça

As investigações indicam que empresas ligadas aos empresários pegos pela Polícia Federal, possuíam contratos com a administração municipal e teriam participado de processos de licitação sob análise. Também há registros de movimentações financeiras consideradas atípicas e de repasses de recursos públicos ao município por meio de emendas parlamentares atribuídas a Adail Filho.

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Caso no STF

O caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, após uma decisão judicial apontar a possível participação de uma autoridade com foro privilegiado. A partir disso, os autos passaram a tramitar na Corte, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Segundo a Polícia Federal, uma análise preliminar do material apreendido, aliada ao rastreamento de transações financeiras, indica a necessidade de aprofundamento das investigações para esclarecer a origem e o destino dos valores movimentados em espécie. As diligências também buscam identificar eventuais conexões entre empresários, contratos públicos e possíveis vínculos com agentes políticos.

Os três empresários foram detidos no momento da apreensão, mas atualmente respondem em liberdade. Eles foram indiciados por suspeita de lavagem de dinheiro e negam irregularidades.

Agora, o inquérito segue em andamento no Supremo, com previsão de novas etapas de investigação, incluindo quebras de sigilo e oitivas de envolvidos.

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NOTA

O Portal Alex Braga (PAB) encaminhou um pedido de nota ao gabinete do deputado federal Adail Filho, até a publicação da reportagem, nenhum retorno nos foi dado.