Quarta-feira, 29 Abril

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), trabalhar que o indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o advogado-geral da União, Jorge Messias, não ocupe uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Flávio Bolsonaro deve reunir, nesta terça-feira (28), com a oposição, principalmente com a bancada evangélica, já que estão mais inclinadas a votarem a favor por conta da identidade religiosa de Messias, que é evangélico.

Em um ato de amizade, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, deve participar da sabatina de Jorge Messias, nesta quarta-feira (29), para ocupar a cadeira de Luís Roberto Barroso, após a aposentadoria do mesmo.

No Senado, onde ele precisa de no mínimo o voto favorável de pelo menos 41 senadores, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não manifestou, mas afirmou que não irá atrapalhar na votação do advogado-geral.

O líder da bancada governista, o senador Jaques Wagner (PT-BA), declarou que Alcolumbre não está se disponibilizando a favor e sugere que o presidente do Senado deveria receber Jorge Messias.

“Não está trabalhando a favor. Não vou dizer que está trabalhando contra, mas óbvio que chancela ajudaria. Se quisesse ajudar, ele poderia estar pedindo voto. Eu não tenho a informação de que esteja pedindo voto contra”. disse o senador Jaques Wagner.

“Eu acho que institucional ele deveria receber. Evidentemente já se conversaram, mas não depois da indicação. É uma decisão dele. Eu não vou pedir para ele receber. Seria uma função institucional de receber” concluiu o senador governista.

O clima sobre a votação do advogado-geral, no Palácio do Planalto, é de que seja uma aprovação apertada. Entre os mais otimistas, acreditam que Jorge Messias será aprovado com 48 votos favoráveis.

Mesmo assim, dentro do governo, alguns aliados alertam sobre o risco de rejeição, em caso de qualquer erro esses últimos dias.

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