Quarta-feira, 29 Maio

A vereadora Lindynês Leite, apresentou requerimento na última segunda-feira (29), na Câmara dos Vereadores do município de Manacapuru, que trata da operação da máquina de ultrassom do Hospital e Pronto-Socorro Lázaro Reis. De acordo com denúncias da população, apesar de haver demanda todos os dias, a máquina só estaria funcionando duas vezes na semana.

O requerimento é encaminhado ao prefeito municipal de Manacapuru, Betanael da Silva D’Angelo, mais conhecido como ‘Beto D’Angelo’, e ao secretário municipal de saúde, Rodrigo Fábio Balbi Saraiva, solicitando informações acerca dos dias de funcionamento das maquinas de ultrassom do hospital Lázaro Reis.

Conhecido como o ‘Gigante do Solimões’, a unidade hospitalar oferece serviços de atendimento em urgência e emergência, obstetrícia e cirurgias gerais, ortopédicas eletivas e de urgência. Além de atender os moradores de Manacapuru, o hospital também atende a população dos municípios que compõem a regional Rio Negro e Solimões.

Em maio de 2022, a unidade foi entregue reformada, com salas de reanimação e politraumas com Raio X digital, eletrocardiograma, respiradores mecânicos, monitores multiparâmetros, bombas de infusão e cardioversor, um aparelho moderno de tomografia e um necrotério.

No pedido encaminhado ao prefeito e secretário, a vereadora explica que além das denúncias recebidas da população, ela também precisou realizar um exame de urgência na unidade de saúde e não foi possível, pois o atendimento só é realizado duas vezes na semana.

“Eu passei mal, senti forte dores no abdômen e fui até o hospital. Fui atendida pela médica e questionei sobre fazer o exame de ultrassom. Ela chamou um funcionário e ele disse que a máquina de ultrassom só funcionava duas vezes na semana”, relatou a vereadora.

“Quando fui encaminhada para a sala de medicação, comecei a observar pequenos detalhes para um hospital que foi entregue a pouco tempo, como ar condicionado pingando, banheiro feminino onde tinha alguns vasos quebrados, porta arrancada, forro com problemas. Esses detalhes eu comecei a questionar e levei para a Câmara Municipal para que pudesse ser discutido”, disse.

Em publicação na sua rede social, a vereadora também chama a atenção para o reparo nas máquinas de tomografia e raio-x na unidade hospitalar.

“Quando eu levei esse assunto para a Câmara e publiquei na minha rede social sobre minha cobrança em relação ao hospital, foi que algumas pessoas da população que já precisaram usar a máquina de tomografia e Raio-X me comunicaram que essas outras duas maquinas também estariam quebradas, porque ela teriam precisado fazer os exames, mas as maquinas estavam quebradas. Inclusive, a de tomografia já estaria há algum tempo esperando conserto”, relatou a vereadora.

Por meio de nota, a Prefeitura de Manacapuru informou que o aparelho de Tomografia Computadorizada está em manutenção, sendo providenciado de imediato a solicitação de reparo do mesmo. Dessa forma, em caso de necessidade da realização de exames de tomografia os pacientes são regulados através do sistema de regulação para realização dos mesmos na cidade de Manaus.

A nota ressalta ainda que estão aguardando a reposição de peça (oriunda de outro
Estado) para que o Tomógrafo volte ao funcionamento normal.

Sobre o aparelho de Raio-X, a Prefeitura informou que o equopamento encontra-se em pleno funcionamento.

No dia 25 de abril, o vereador Willace Sapo, já havia apresentado o Requerimento Nº 1043/2024, encaminhado ao secretário de Estado de Saúde (SES), Anoar Abdul Samad, solicitando a aquisição de um novo aparelho de raio-X para atender as necessidades do Hospital Lázaro Reis.

A nota diz ainda que os serviços de Ultrassonografia funcionam de segunda a sexta-feira sendo que pela manhã o serviço é oferecido na Policlínica Eneida Marques e à tarde no hospital Geral de Manacapuru onde são atendidas às Ultrassons de urgência e emergência. E, afirma ainda que a Prefeitura de Manacapuru realizou recentemente a aquisição de mais dois Aparelhos de Ultrassonografia para atender a população. Sendo um direcionado a Policlínica e outro ao Hospital Geral de Manacapuru.

A vereadora que levou a situação para Câmara e Ministério Público, vivida por ela e relatada pela população, desabafou sobre o sentimento de frustração ao procurar o atendimento no hospital.

“Falando como paciente, eu me senti muito frustrada porque assim como outras pessoas eu também voltei pra casa sem a certeza do que eu tinha naquele momento. Então a única coisa que eu pude fazer foi tomar uma medicação paliativa e esperar para que o dia amanhecesse para que eu pudesse procurar outro médico. Você imagina que muitas outras pessoas retornam para sua residência sem ter o atendimento necessário, muitas delas não tem condições sequer de comer em casa, quem dirá pagar um exame de ultrassom, Raio-x ou tomografia. Esses equipamentos estão fazendo muita falta, o que também dificulta o atendimento do médico para que possa dar um diagnóstico mais exato ao paciente e tratamento correto. Existe uma frustração e uma indignação em relação a isso uma vez que nosso município recebe muitos recursos para manter a saúde em dia”, finalizou.