Terça-feira, 28 Maio

O Portal do Alex Braga está acompanhando todos as suspeitas e escândalos que assombram o Governo de Roraima e em especial, a Secretaria de Saúde, que detêm um recurso aprovado pelos deputados de R$ 1 bilhão neste ano e é foco de reclamações, índices altos de morte de bebês, reformas inacabadas e muito descaso relatado pela população. 

Com exclusividade tivemos acesso ao arquivo da Polícia Civil de Roraima, a representação por decretação de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar, medidas cautelares diversas da prisão e sequestro de bens, das delegacias de: Divisão de Combate à Corrupção (DECOR) e Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (DRCAP).

No inquérito, os delegados responsáveis contaram sobre a criação da a Cooperativa Brasileira de Serviços Múltiplos e Saúde (COOPEBRAS), inscrita no CNPJ  04.364.896/0001-49), tendo como alguns de seus objetivos sociais, “firmar contratos ou convênios, em nome de seus associados, com pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, com Governo Federal, Estadual e Municipal, bem como as ONG’s.

Só que a COOPEBRAS foi utilizada por um grupo criminoso envolvido com a saúde pública do Estado, por desviar R$ 30 milhões de recursos por meio dos contratos firmados, em 2020.

Veja a reportagem completa do Sem Mordaça da TV Band Roraima:

O caso foi divulgado pela reportagem, explicando que o atual procurador Valdan Vieira Barros, da família da secretária de saúde Cecília Lorenzon, foi investigado no inquérito. Além disso, o atual presidente da Comissão Setorial de Licitação (CSL), Bruno Arnaldo Uchôa de França, também estava envolvido na investigação e também trabalhou na COOPEBRAS com Valdan.

No inquérito, os investigados citaram a atual secretária da saúde, Cecília Lorenzon, que na época, também atuava como titular da Secretaria de Estado de Saúde (Sesau).

Durante explicações sobre atuação e envolvimento de empresários, os investigadores explicaram que havia uma barganha para conquistar contratos no Governo do Estado, onde era utilizado pessoas com conhecimento dos trâmites que facilitavam a contratação e que posteriormente, eram beneficiados, com cargos nas empresas, dinheiro ou ainda, com cargos no Estado. 

“A investigação também apontou que a ex-secretária de saúde do estado no Governo atual, Cecília Smith Lorenzon, também chegou a receber valores a título de produção  dentro do contrato da SESAU com a COOPEBRAS, sem prestar nenhum serviço afeto ao contrato”, consta no inquérito. 

A investigação ainda contêm demonstrativos da cooperativa que indicam pagamentos à ex-secretária mês a mês. “A investigação também apontou fortes indícios de que a ex-secretária tenha contribuído de alguma forma para a manutenção do esquema criminoso da cooperativa, pois ainda em 2017, ano da assinatura do contrato em questão, Cecília já trabalhava na SESAU e foi nomeada fiscal do contrato”. 

O documento contém explicitamente todo o esquema criminoso, com documentos, extratos e movimentações que comprovam a existência do grupo. Os nomes apontados, ainda estão ativos e em grandes e estratégicos cargos, como Cecília Lorenzon, que após uma saída para abafar os rumores, retomou ao cargo, assinando e autorizando centenas de contratos com suspeita de superfaturamento, direcionamento e irregularidades.

Após inúmeras denúncias, a secretária Cecília Lorenzon é mantida no poder pelo governador Antonio Denarium, sendo considerada a “menina dos olhos”. Qual a relação entre os dois? O quanto Cecília tem conhecimento? Até quando Denarium vai mantê-la?