Quarta-feira, 29 Maio

Em Reunião Ordinária realizada nesta quarta-feira (22) no Plenário Adriano Jorge, na Câmara Municipal de Manaus (CMM). O Projeto de Lei nº 375/2022, de autoria do vereador Caio André, que proíbe a instalação de medidores aéreos de energia em Manaus. Recebeu apoio de todos os parlamentares e da população, que novamente esteve na Câmara se manifestando contrária à instalação.

O PL do presidente da CMM foi subscrito por todos os vereadores presentes no plenário. Na 1ª discussão, depois de receber pareceres favoráveis das comissões de Constituição, Justiça e Redação; e de Economia e Finanças. O projeto segue, agora, para a 2ª discussão, que deve ocorrer na próxima semana, também no plenário da Casa.

“Essa matéria passa a ser dessa Legislatura, de todos os vereadores e é uma matéria que vai ao encontro do anseio da população. O povo mostra, bairro após bairro, todos os dias a sua insatisfação e o repúdio em relação à implementação desses famigerado medidores. A lei vai muito além disso, ela trata também desse emaranhado de fios que também existem nos postes da nossa cidade”, destacou o vereador Caio André.

Populares manifestam sua revolta contra a instalação dos medidores SMC.

O presidente da CMM foi enfático em afirmar que a matéria do Projeto de Lei é constitucional e que a Câmara Municipal de Manaus não quer legislar sobre energia elétrica.

“Nós não estamos legislando sobre energia elétrica, sobre a concessão e de como deve a concessionária lidar com o serviço público, nós estamos legislando dentro do plano diretor da cidade de Manaus sobre a poluição visual e sobre como nós manauaras queremos a urbanização da nossa cidade”, ressaltou Caio André.

Nos últimos meses, a população de Manaus vem se voltando contra a empresa concessionária do serviço de energia elétrica, que insiste na instalação dos medidores aéreos. Pelo terceiro dia consecutivo, manifestantes estiveram na CMM para pedir apoio do parlamento municipal.

“Hoje a população está sofrendo, eu recebo relatos de pessoas que me dizem inclusive que querem mudar de casa porque não aguentam a conta de luz e infelizmente a Amazonas Energia não está dialogando com a população”, disse Luiz Coderch, líder do movimento Em Defesa do Povo.