O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou, em uma live no YouTube, na última quinta-feira (23), está sendo vítima de “quebra de sigilo ilegal”, após vir à tona a emissão de notas fiscais feitas pelo escritório de Flávio à empresa que recebeu repasses do Banco Master.
Segundo Flávio, as notas fiscais estão no acesso de apenas o seu escritório e entes públicos como Receita Federal, Secretaria da Fazenda e outros órgãos. Com isso, os documentos não poderiam ser expostos de forma pública.
“Vem para a imprensa uma nota fiscal que só quem tinha era o meu escritório ou algum órgão do governo, Receita Federal, Secretaria de Fazenda do DF, só esses entes públicos tinham, e o meu escritório. Portanto, jamais alguém poderia expor isso publicamente. Isso é quebra de sigilo ilegal”, disse Flávio.
Conforme os documentos, no dia 7 de abril do ano passado, o escritório do senador, fez a emissão de duas notas de R$ 500 mil cada à empresa Copenhagen Assessoria e Consultoria. Contudo, as mesmas foram canceladas no mesmo dia.
Na live, Flávio negou as supostas irregularidades apontadas e afirmou que está sendo acusado “de não aceitar trabalhar para uma empresa que supostamente tem alguma coisa com Vorcaro”, se referindo ao ex-banqueiro, que foi preso por cometer fraudes bilionárias.
O senador ainda apontou “perseguição desproporcional” contra ele, incluindo o próprio pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ainda em abril de 2025, o escritório de Flávio, fez a emissão de outra nota fiscal de R$ 500 mil, desta vez, para a empresa Contábil Correa, pelo serviço de “assessoria jurídica”. Essa empresa está registrada no nome de Rogério Novo, que após cinco meses depois, se tornou o diretor da Copenhagen, em setembro do mesmo ano.
Flávio admitiu prestar serviços para a Contábil e que ainda chegou a negociar com a Copenhagen, mas afirmou que “inventam alguma coisa” para transformarem em “algo de ilegal”.
“Eu advogo, inventam alguma coisa para tentar me atacar, como se houvesse algo de ilegal na minha advocacia. Tem um investimento privado em um filme e, daqui a pouco, transforma isso em algo ilegal”, disse.

