O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, afirmou que a busca e apreensão na casa de Jair Bolsonaro (PL), foi feita após “inconsistências” nas informações prestadas pela defesa do ex-presidente sobre a localização das armas.
Conforme, o ministro Alexandre de Moraes, as informações prestadas que a arma estaria no Rio Grande do Sul não corresponde aos registros dos documentos que comprovam a localização da arma.
Segundo o ministro, as informações apresentadas pela defesa, torna “imprescindível” a realização da busca e apreensão domiciliar.
“A discrepância entre as informações constantes dos autos e aquelas posteriormente apresentadas pela Defesa torna imprescindível a adoção de busca e apreensão domiciliar a fim de assegurar o efetivo cumprimento da ordem judicial de entrega integral de armas de fogo e afastar qualquer dúvida quanto à permanência de armamentos sob a posse, direta ou indireta, do condenado Jair Messias Bolsonaro”, disse o ministro Alexandre de Moraes.
O mandato de busca e apreensão foi realizado na manhã desta quarta-feira (8). A busca durou cerca de uma hora e meia, mas nada foi encontrado. Na última sexta-feira (3), após decidir na permanência do cumprimento de pena de Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar. O ministro apontou ser “incompatível” mantê-lo com a posse de armas de fogo enquanto cumpre pena.
Contudo, a defesa afirmou que armas já haviam sido entregues, após decisão do Tribunal de Contas da União (TCU). Já outras oitos armas, estariam no Batalhão da Polícia do Exército. Por outro lado, o Exército afirmou que duas das armas não estão em posse, mas que os demais itens, foram enviados à Superintendência da Polícia Federal.

