Quarta-feira, 24 Julho

O vazamento do interrogatório do ex-segurança pessoal do governador Antônio Denarium, o PM Helton John Silva de Souza, levou o crime aos corredores do Palácio Hélio Campos, e colocou a gestão do governador Antônio Denarium na linha do tempo dos suspeitos envolvidos nas mortes do casal  Flávia Guilarducci e Jânio Bonfim de Souza, duplo homicídio atribuído à grilagem de terras no Cantá, suspeitas denunciadas em primeira mão pelo Portal Alex Braga.

O passo dos acontecimentos das últimas horas cercam o Governo Denarium e o colocam ao lado da cena do crime e nos desafios que a polícia enfrenta para elucidar o caso, deixando muitas dúvidas sem respostas em torno da atuação da alta cúpula do Governo de Roraima.

ENCONTRO COM IRMÃO DE SUSPOSTO ASSASSINO

A revelação mais bombástica no interrogatório do PM Helton John foi a de que ele presenciou a reunião secreta entre Denarium e Tiago Porto, irmão do empresário Caio Porto, acusado de ser o homem que atirou e matou o casal.

Além de colocar Denarium como cúmplice e protetor dos suposto assassino, o encontro mostra que o governador teria prevaricado, ao saber de um crime e, como gestor público, não tomar nenhuma providência.

“Sai pela frente e lá vinham descendo… Quem vinha descendo? O governador, o Tiago, que vinha conversando com ele. E eu não vi quando ele chegou”

  • AMEAÇA DENTRO DO CPC

O depoimento de Helton deixa claro o tempo todo que tem medo de ser queimado como arquivo. Helton afirma que a Secretaria de Segurança Pública de Antônio Denarium abriu a porta da prisão, que fica no Centro de Policiamento da Capital (CPC), para o advogado de Caio Porto, identificado como Guilherme Coelho, que o teria ameaçado caso fale demais, “porque tinha toda uma questão de segurança familiar” e que a família de Helton John é “frágil” e “vulnerável”.

  • CAMINHONETE PARA A ESPOSA

Outra informação que caiu como uma bomba é uma conversa por WhatsApp entre a esposa de Helton e o advogado Guilherme Coelho, para que ele arrumasse dinheiro com a família Porto. A conversa cita uma caminhonete que seria usada por ela enquanto Helton segue preso, mas nos bastidores da investigação suspeita-se que poderia ser uma forma de pagar pelo silêncio de Helton.

  • SE LIVRE DO CELULAR

Outra suspeita gravíssima que recai sobre Denarium é o envolvimento e orientação suspostamente dada pelo comandante geral, coronel Miramilton Goiano, de como o PM Hleton deveria se livrar do celular.

 “Eu falei ‘tava’ [com o celular no local do crime]. Ele [Miramilton] disse ‘pois então troca essa celular

  • MP APONTA TRÁFICO DE INFLUÊNCIA

Desde o início das investigações autoridades estão de olho nas entranhas entre os suspeitos do duplo homicídio e o envolvimento de poderosos de Roraima. Um documento obtido pelo Portal Alex Braga mostra a preocupação do Ministério Público com as apurações do caso.

Nele, o promotor de Justiça Joaquim Eduardo dos Santos pede a atuação do Gaeco, considerando a “influência e periculosidade do suspeito”.

TODOS NEGAM

Desde que o vídeo do depoimento de Helton vazou na imprensa, tanto Denariu, assim como Miramilton Goiano e o advogado Guilherme Coelho negam pressão, envolvimento ou ameaça ao PM Helton.