Quarta-feira, 29 Maio

O empresário Caio Medeiros de Porto, de 32 anos, teve sua prisão temporária decretada neste sábado (11), pela justiça estadual de Roraima, após ser apontado pela polícia como um dos participantes no homicídio do casal de agricultores Jânio Bonfim de Souza, 57, e Flávia Guillarducci, 50, ocorrido no dia 23 de abril em uma fazenda, localizada na vicinal do Surrão, área rural de Cantá. O motivo do crime estaria supostamente ligado à grilagem de terras.

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Questionada, a defesa do empresário Caio Porto não confirmou se ele deve se entregar à polícia, mas disse que as decisões judiciais serão respeitadas e que espera “com serenidade que os fatos sejam esclarecidos.” A defesa ainda informou que o inquérito está sob sigilo, o que impediu o acesso aos autos, impedindo-a de comentar o caso.

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A defesa disse, ainda, que “espera que o andamento regular na apuração dos fatos não sirva de pretexto para aqueles que têm interesse em promover julgamento antecipado e definir a condenação por intermédio do noticiário e das redes sociais.”

Caio Porto

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Caio é o único dos cinco suspeitos do crime ainda em liberdade. Genivaldo Lopes Viana, 53, Luiz Lucas Raposo da Silva, 35, estão presos, além de Johnny de Almeida Rodrigues e o ex-chefe da segurança do governador cassado Antônio Denarium, capitão PM Helton John Silva de Souza, 48, detidos na operação Terras do Surrão, deflagrada na última sexta-feira (10).

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Esquema de grilagem em Roraima

O Portal Alex Braga vem mostrando uma série de reportagens do suposto esquema de grilagem comandado pelo governador, que resultou no assassinato do casal e no envolvimento de órgãos de controle sobre posse de terras, com uso de laranjas e documentos frios para burlar a Lei.

De acordo com a polícia, um dia antes do crime, Genivaldo Lopes Viana, Caio Porto e Johnny de Almeida Rodrigues compraram munições usadas no crime. De acordo com um vizinho que socorreu o casal após os tiros. Caio Porto ameaçou o casal no dia em que comprou as munições.