Quinta-feira, 25 Julho

O desembargador Cândido Artur Medeiros Ribeiro Filho, e seu filho, o advogado Ravik de Barros Bello Ribeiro são alvos da operação chamada ‘Habeas Pater’ nesta terça-feira (14). A operação investiga o suposto envolvimento do desembargador federal e de seu filho com uma organização criminosa para a venda de sentenças judiciais.

Estão sendo cumpridos outros 35 mandados de busca e apreensão. As diligências são cumpridas em Minas Gerais, Distrito Federal, São Paulo, Santa Catarina e Maranhão, Estado natal do desembargador. As medidas foram autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), responsável por casos envolvendo desembargadores.

(Foto: Divulgação PF)

“De acordo com o que já foi apurado nos procedimentos em curso, apenas em criptomoedas, as empresas envolvidas no esquema teriam movimentado valores que superam os R$ 60 milhões”, disse a Procuradoria-Geral da República (PGR), que conduz a investigação. Segundo a PF, ambos podem responder por crimes de corrupção passiva e ativa, cuja pena pode chegar a 12 anos de prisão.

(Foto: Divulgação PF)

Esta outra operação investiga crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, “foram identificadas aquisições de imóveis, veículos de luxo, joias e criptoativos sem que os rendimentos declarados fossem suficientes para justificar o acréscimo patrimonial no período”.

Operação Flight Level II

A PF cumpre na manhã desta terça-feira(14) mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e região metropolitana e nas cidades de São Paulo (SP) e Florianópolis (SC). São cumpridos também cinco mandados de prisão preventiva, cinco mandados de prisão temporária, 17 mandados de sequestro de veículos automotores e de sete imóveis, além do bloqueio de contas bancárias e criptoativos de 34 pessoas e empresas.

Os suspeitos podem responder pelos crimes de tráfico de drogas, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro com penas que, somadas, chegam a 38 anos de reclusão. Já o desembargador e seu filho, se provados os crimes, poderão ser condenados a até 12 anos de prisão.