Segunda-feira, 1 Junho

O ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, declarou, nesta segunda-feira (1), ser contra a classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas pelo Governo dos Estados Unidos.

Ele manifestou o seu posicionamento enquanto participava do Fórum de Lisboa 2026, um evento organizado pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP). A qual é ligada ao ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo ele, a situação pode fragilizar a soberania do Brasil, assim também como prejudicar e dificultar investimentos estrangeiros.

“Isso pode representar atentado à nossa soberania, fragiliza a soberania. E em segundo lugar, estou aqui na presença de empresários de várias áreas, isso pode dificultar os investimentos estrangeiros” disse o ex-ministro.

De acordo, com o posicionamento de Lewandowski, a classificação do governo americano não se estende apenas em uma questão diplomática ou de segurança pública, mas sim em uma complexa cadeia de restrições econômicas e burocráticas ao setor privado.

Dessa forma empresas do Brasil, sejam multinacionais ou companhias brasileiras com inserção global, enfrentariam, com isso, um ambiente de negócios mais rígido e desvantajoso.

Com isso, ex-ministro também mostrou preocupação com o setor produtivo, afirmando que quando um país é classificado como um Estado que tem organizações terroristas passa por diversas dificuldades diante dos outro países estrangeiros.

“Na medida que um país é classificado como um país que abriga organizações terroristas, há uma série de restrições. As empresas precisam, tanto estrangeiros quanto nacionais, criar mecanismos de compliance e administrativos contáveis para poder exatamente se defender desse fenômeno” declarou ele.

Na última quinta-feira (28), o Departamento dos Estados Unidos, anunciou a classificação do PCC e do CV, como “Terrorista Globais Especialmente Designados”. O comunicado, assinado pelo secretário americano Marco Rubio, ainda revelou que os dois grupos deverão ser considerados como “Organizações Terroristas Estrangeiras”, no próximo dia 5 de junho.