A Agência Nacional do Cinema (Ancine), entrou com um processo administrativo contra a produtora Go Up Entertainment do filme Dark Horse, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, após apontar irregularidades das gravações.
De acordo a legislação nacional, a gravação de obras estrangeiras feitas em território brasileiro, devem ter uma comunicação prévia à Ancine, que não aconteceu na produção do filme Dark Horse.
No comunicado, a produtora estrangeira deve incluir cópias de contratos firmados com empresas brasileiras. Da mesma forma, que um plano que mostre detalhes dos trabalhos que serão realizados na produção.
A produtora tem sede na Califórnia, nos Estados Unidos e o filme é dirigido pelo norte-americano Cyrus Nowrasteh, com o roteiro assinado com Mark Nowrasteh e o deputado federal, Mário Farias (PL-SP).
A Ancine ainda afirmou que tem por duas vezes contato com a mesma, contudo conseguiu. Com isso, o órgão espera agora a apresentação da defesa da produtora.
Caso, realmente não tenha sido feito a comunicação com Ancine, a empresa deverá receber um multa entre os valores de R$ 2 mil e podendo chegar a R$ 100 mil.
O filme que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, também se tornou motivo de crise na campanha do presidenciável, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no último mês de maio.
Conforme áudios divulgados pela reportagem do Intercept Brasil, houve a troca de conversas entre Flávio e o ex-banqueiro do Banco Master, Daniel Vorcaro. Nos áudios, o senador negocia um repasse de cerca de R$ 134 milhões para financiar a produção do longa.

