Quarta-feira, 4 Fevereiro

A Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), comandada por Jussara Pedrosa Celestino da Costa, homologou em 22 de janeiro de 2026 um contrato no valor de R$ 5.898.600,00 para o fornecimento de alimentação preparada, as chamadas marmitas. O gasto, autorizado na gestão do governador Wilson Lima (União Brasil), chama atenção pelo valor elevado aplicado a um serviço considerado básico e pela falta de informações detalhadas que permitam acompanhamento público do contrato.

Contrato milionário para serviço simples

O acordo foi firmado por meio do Pregão Eletrônico nº 580/2025-CSC, com a empresa vencedora M. S. da Cunha Ltda, registrada sob o CNPJ nº 18.252.366/0001-13. O despacho de homologação nº 001/2026 afirma que o processo transcorreu de acordo com a legislação vigente e que não há recursos pendentes.

Apesar da formalidade, o documento não detalha informações cruciais, como quantidade de refeições, preço unitário, locais de entrega ou período de vigência do contrato, elementos essenciais para avaliar se o valor global de quase R$ 6 milhões é condizente com a realidade do serviço.

LEIA MAIS: Banheiros do SPA do Galileia viraram depósito de lixo mesmo com R$ 39 mil gastos por Wilson Lima

Responsabilidade administrativa e política

A homologação foi assinada pela secretária Jussara Pedrosa Celestino da Costa, mas a responsabilidade política recai também sobre o governador Wilson Lima, que deve supervisionar contratações de grande porte e garantir que atendam ao interesse público.

O valor do contrato reforça críticas à gestão estadual por gastar milhões em serviços básicos enquanto outras áreas essenciais, como a da saúde, vivem um verdadeiro pesadelo. O Portal Alex Braga nos últimos dias tem divulgado alguns dos descasos da saúde que chegam à redação. 

Empresa contratada vai faturar alto

A empresa M. S. da Cunha Ltda, fundada em 2013, possui capital social de R$ 2,3 milhões e atua no fornecimento de alimentos preparados, principalmente para empresas. Com o novo contrato, a empresa passará a administrar um valor público mais que o dobro de seu capital registrado, sem divulgação de critérios que justifiquem o preço total.

NOTA

O Núcleo de Reportagem Investigativa do Portal Alex Braga entrou em contato com a Sejusc para falar sobre o contrato mas até a publicação desta matéria não obtivemos respostas. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

LEIA MAIS: Wilson Lima gasta R$ 149 milhões para deixar rodovia Anori-Codajás só lama e mato