O prefeito de Anori, Régis Nazaré (Republicanos), assinou um contrato de mais de R$ 3,1 milhões, para comprar cestas básicas e materiais de higiene de uma empresa que apresenta o mesmo endereço que funciona uma drogaria em Manaus.
Conforme o Extrato de Contrato n°029/2026, publicado no Diário Oficial dos Municípios, o mesmo foi assinado para a compra de cestas e materiais de higiene e limpeza, para serem distribuídas, à famílias em situação de vulnerabilidade no município.
Mesmo sem apresentar detalhes sobre a quantidade dos produtos requisitados, como valores unitários e a quantidade que deverá ser fornecida. O acordo foi fechado pelo valor total de R$ 3.137.500,00 (três milhões, cento e trinta e sete mil, quinhentos reais).
Veja na publicação do contrato:

Empresa
No contrato milionário a empresa escolhida foi registrada como A.C.L. Comércio de Produtos Alimentícios Ltda, inscrita no CNPJ n° 33.057.140/0001-55. A mesma apresenta em suas informações cadastrais, ter com atividade principal os serviços de comércio varejista de produtos alimentícios.
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Contudo, ainda em suas informações, ela está localizada no mesmo local em que funciona uma drogaria. De acordo, com o endereço apresentado, a empresa está atua na Avenida Constantino Nery, n°733, no bairro Presidente Vargas, em Manaus.
Confira nas informações:

Porém a empresa que é encontrada no mesmo endereço, é a Drogaria Essencial, na qual conforme suas informações empresariais, apresenta localização na Rua Dibo Felipe, n°733, bairro Presidente Vargas.
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No mesmo local, registrando somente o nome da rua diferente, já o prédio está localizado entre as duas vias, informada por ambas.
Veja o endereço informado pela drogaria:

Em consulta ao endereço informado pelas duas empresas, as imagens do Google Maps, mostram a fachada da Drogaria Essencial. Localizada na esquina entre as duas vias.
Veja:

Diante disso, a situação abre margem para questionamentos sobre o real funcionamento da empresa contratada pelo prefeito Regis Nazaré.
Além do conflito do endereço da empresa com uma drogaria, a mesma apresenta uma classificação empresarial de ME (Micro Empresa). A qual tem um limite de recebimento anual de até R$ 360 mil ao ano, previsto por Lei.
Alvo do MPAM
De acordo com o contrato, a aquisição dos materiais é para atender a população em situação de vulnerabilidade, através de uma distribuição gratuita no município.
Em 2024, o prefeito Regis Nazaré sob a mesma justificativa de distribuir gratuitamente cestas básicas à população, fez ele entrar na mira do Ministério Público do Amazonas (MPAM). Na época, o Órgão Público, determinou a instauração de um inquérito civil para investigar as supostas irregularidades.
Veja a publicação do MPAM:

Resposta
A equipe de reportagem do Portal Alex Braga tentou contato com a Prefeitura de Anori e com a empresa contratada, para pedir esclarecimentos e um posicionamento sobre o contrato. Contudo, até o fechamento desta matéria não obtivemos retorno. O espaço segue aberto.


