O prefeito de Itapiranga, Thiago Lima (MDB), enfrenta uma série de questionamentos envolvendo sua gestão e sua trajetória política. Além de ter sido intimado pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) para apresentar defesa em um processo que apura supostas práticas de nepotismo na administração municipal, o gestor também teve as contas de sua campanha eleitoral reprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).
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De acordo com informações do TCE-AM, a Corte aceitou uma denúncia que aponta a possível contratação de parentes do prefeito para cargos na Prefeitura de Itapiranga. A prática, caso seja confirmada, pode configurar nepotismo, situação vedada pelos princípios da administração pública. Com a admissão da denúncia, Thiago Lima terá o prazo de 30 dias para apresentar sua defesa perante o órgão de controle.
Thiago Lima tem as contas reprovadas
A investigação amplia a pressão sobre o chefe do Executivo municipal, que já havia enfrentado questionamentos na esfera eleitoral. Em decisão anterior, o TRE-AM reprovou as contas da campanha que levou Thiago Lima ao comando da Prefeitura de Itapiranga, após identificar uma série de inconsistências na prestação de contas.
Entre as irregularidades apontadas pela Justiça Eleitoral estão despesas relacionadas à locação de veículos sem a correspondente comprovação de gastos com combustíveis, gastos de R$ 4 mil com manutenção mecânica de veículos, despesas de R$ 3.450 com manutenção predial em imóvel locado e contratos de locação de motocicletas com valores considerados fora dos padrões de mercado.
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Por conta das irregularidades apresentadas, Thiago Lima, foi multado em R$ 22.771,43 por irregularidades relacionadas à divulgação de informações de um processo licitatório do município.
Decisão
Na decisão, a Justiça Eleitoral destacou que a legislação não permite a locação de veículos para campanhas eleitorais com abastecimento realizado pelo locador, uma vez que ele não possui autorização para atuar como fornecedor de combustíveis.
“A norma autoriza a contratação de veículos de transporte devidamente abastecidos para finalidades específicas, o que não se pode confundir com a locação de veículos para o uso em campanha eleitoral. Nessa senda, incorreu em irregularidade o prestador ao locar veículos sem a necessária despesa com combustíveis”, registrou a magistrada responsável pelo julgamento.
Os novos desdobramentos envolvendo a denúncia de nepotismo reforçam o cenário de desgaste enfrentado pelo prefeito, que agora precisará responder aos apontamentos feitos pelos órgãos de fiscalização e controle. O caso segue em tramitação no Tribunal de Contas, e o mérito das acusações ainda será analisado após a apresentação da defesa do gestor municipal.
