Quinta-feira, 12 Março

Em investigação da Polícia Federal (PF) ao Governo de Wilson Lima (UB) no caso do Banco Master, revelou que a compra de R$ 50 milhões em letras financeiras no Banco Master, foi confirmada em menos de três horas, mas permaneceu oculta aos órgãos fiscalizadores por quatro meses.

O acordo, foi fechado no mesmo dia e em menos de três horas, após o recebimento de um pedido de cotação para investimentos através da Amazonprev, órgão do governo do Amazonas, responsável pela gestão da previdência do estado.

Relatório da Polícia Federal

De acordo com relatório da PF, um e-mail foi enviado ao comitê de investimentos da fundação às 14h02, do dia 05 de junho de 2024, e no mesmo dia, às 16h43, houve a determinação para a aquisição das letras financeiras.

Mesmo com a celeridade desse processo, a identificação só foi revelada, quando ocorreu um questionamento do conselho fiscal, em outubro 2024. Depois de quadro meses da efetivação do investimento no Master.

“Somente em outubro de 2024, houve a primeira referência formal às aplicações, com posterior ciência do comitê de investimentos”, diz a polícia no relatório.

Busca e apreensão

Na última sexta-feira (6), a Polícia Federal deflagrou uma operação para o cumprimento de sete mandatos de busca e apreensão relacionados com o caso da Amazonprev, em Manaus e em Niterói (RJ). A operação chamada, Sine Consensu, resultou no afastamento de servidores públicos das funções em menos de 90 dias.

Alvos da PF

A Amazonprev destinou R$ 390 milhões na aquisição de letras financeiras, entre junho e setembro de 2024, de quatro bancos privados, incluindo o Master. Todos na mira das investigações da PF, com a suspeita de envio de propina à três gestores da fundação do Governo do Amazonas.

Entre os investigados da Amazonprev, estão Claudinei Soares, Cláudio Marins de Melo e André Luis Bentes de Souza.

Leia mais: Amazonprev: operação da PF mira servidores e aplicações suspeitas de R$ 390 milhões

Ainda, conforme o relatório da PF, o então diretor de Administração e Finanças, Cláudio Marins, repassou email ao comitê de investimentos pedindo uma cotação para aportes da fundação. A comunicação foi assinada pelo coordenador do comitê e gestor de recursos da Amazonprev.

Segundo a Polícia Federal, a operação foi feita e conduzida por Claudinei e Cláudio Marins, sem uma deliberação prévia formal do colegiado e um registro em ata de autorização da operação. “A decisão foi tomada com base em comunicações internas por correio eletrônico, sem processo formal de cotação entre instituições financeiras e antes do credenciamento regular do Master”, afirma a PF.

NOTA

A equipe de Jornalismo do Portal Alex Braga tentou contato com o Governo do Amazonas, através da Amazonprev e os envolvidos, para pedir mais esclarecimentos. Contudo, até o fechamento desta matéria não obtivemos retorno. O espaço segue aberto para um posicionamento dos envolvidos.

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