Sexta-feira, 6 Março

O Núcleo Investigativo do Portal Alex Braga (PAB), irá revelar mais um nome de um político do alto escalão do Amazonas que esteve em viagens no avião de Beto Louco, ligado diretamente à Organização Criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O senador Omar Aziz (PSD), foi um desses passageiros.

Além do governador Wilson Lima e seu ajudante de ordem Adonias Palmeira, agora, Omar Aziz é um dos figurões que ‘passeava’ no avião de Beto Louco.

Confira print

Na imagem, um dos funcionários revela no grupo internado de trabalho que o senador Omar Aziz é quem manda, até mais do que o governador Wilson Lima.

Leia Mais: Exclusivo: print revela nome de Wilson Lima em avião ligado à organização criminosa PCC

Omar Aziz e a Operação Maus Caminhos

Senador Omar Aziz

Em fevereiro de 2017 o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, autorizou uma investigação contra o senador Omar Aziz (PSD-AM), líder do partido no Senado, por suspeita de corrupção passiva.

A investigação contra Aziz teve origem na Operação Maus Caminhos, deflagrada em 20 de setembro de 2016 pela Polícia Federal. Que investigava desvios de recursos federais da Saúde do Amazonas.

De acordo com a Polícia Federal indiciou o senador Omar Aziz, por suspeita de participar de um esquema de corrupção que desviou pelo menos R$ 200 milhões. Os desvios, segundo as investigações, começaram quando Aziz era governador do estado, entre 2010 e 2014.

Os indícios foram descobertos em conversas registradas nos aparelhos telefônicos dos investigados na Maus Caminhos. Os dispositivos foram apreendidos durante o cumprimento de medidas cautelares na operação.

Na Maus Caminhos, o médico Mouhamad Moustafa é apontado como chefe de 1 esquema de desvio de verbas que chegaria a R$ 112 milhões. Seu patrimônio teria se multiplicado 88 vezes de 2012 a 2015.

Todas essas informações podem ser acessadas no link do Ministério Público Federal. Aqui.

Leia Mais: Capitão da PM e ajudante de ordem de Wilson ‘passeava’ com governador em avião ligado ao PCC

Confira vídeo

Entenda revelações de Matosinho sobre voos

Mauro Caputti Matosinho, piloto que trabalhava na empresa Táxi Aéreo Piracicaba (TAP), revelou que transportava regularmente a dupla: Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco” e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, apontados, pelo Ministério Público de São Paulo e a Polícia Federal, como chefes de um esquema criminoso do PCC.

Segundo as autoridades, o esquema envolve a gestão de fundos de investimentos na Faria Lima para lavagem de dinheiro do crime organizado e fraudes fiscais bilionárias no setor de combustíveis.

Piloto Mauro Caputti Mattosinho (Foto: Reprodução)

O inicio

Em 2025, Mauro Mattosinho denunciou que Antônio Rueda, presidente do União Brasil, está entre os verdadeiros donos de quatro dos dez jatos executivos operados pela empresa de táxi aéreo. Mattosinho denunciou, ainda, ter transportado em voo uma sacola de papelão que aparentava conter dinheiro vivo, na mesma data em que Beto Louco mencionou a outros passageiros que teria um encontro com o senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP.

Mattosinho relatou a sua rotina após a PF deflagrar a Operação Carbono Oculto, que teve como alvos Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo. “Quando a operação Carbono Oculto é deflagrada, eu tinha ido, no dia anterior, para Punta Del Leste, no Uruguai, com a família do Roberto (Beto Louco)”, disse o piloto.

Piloto revela rotina de voos

Quem é Beto Louco e o Primo?

Mohamad Primo (esquerda) e Beto Louco (direita) – Foto: Reprodução

Conhecidos como “Beto Louco” e “Primo”, os empresários Roberto Augusto Leme da Silva e Mohamad Hussein Mourad, respectivamente, são apontados como elementos centrais do esquema bilionário comandado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). A infiltração do crime organizado na economia formal foi revelado no ano passado na megaoperação deflagrada por vários órgãos em cooperação em dez Estados.

Considerada a maior operação do tipo contra o crime organizado na história do País, a ação mirou envolvidos no domínio de toda a cadeia produtiva da área de combustíveis, incluindo usinas, fabricação e refino, distribuidoras, transportadoras, fintechs, e redes de postos de combustível.

A Receita Federal estima que a organização criminosa movimentou R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. Os auditores detectaram irregularidades em mais de mil postos de combustíveis.