Terça-feira, 3 Março

O Núcleo Investigativo do PAB, teve acesso com exclusividade a uma lista de nomes que estiveram em avião ligado ao PCC. Agora, iremos revelar mais um nome que estava no avião ligado à organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Desta vez, o nome é do Capitão da Polícia Militar, Adonias Palmeira da Silva, segurança particular e ajudante de ordem do governador Wilson Lima (UB).

A caixa de pandora foi aberta: Wilson Lima e seu 01 terão que explicar. O que eles faziam em voos que transportava regularmente uma dupla que, segundo o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Federal (PF), liderava um mega-esquema de lavagem de dinheiro que atendia ao PCC? Fica o questionamento a dupla inseparável.

Confira o print em que o nome do capitão aparece

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Veja ao vídeo

Saiba quem é o capitão da PM 01 de Wilson Lima

Adonias Palmeira da Silva, é Capitão da Polícia Militar e ajudante de ordem do governador Wilson Lima desde meados de 2019, quando Lima assumiu o Estado pela primeira vez. No Portal da Transparência do Amazonas a sua lotação aparece na Casa Militar como tenente 2 e recebendo os proventos de R$ 5 mil reais liquido.

Veja

Nas redes sociais de Wilson Lima não é difícil encontrar fotos e vídeos dos dois, já que o capitão é seu segurança particular. Adonias sempre esta ao lado ou atrás de Lima, abaixo confira algumas imagens.

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Entenda revelações de Matosinho sobre voos

Mauro Caputti Matosinho, piloto que trabalhava na empresa Táxi Aéreo Piracicaba (TAP), revelou que transportava regularmente a dupla: Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco” e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, apontados, pelo Ministério Público de São Paulo e a Polícia Federal, como chefes de um esquema criminoso do PCC.

Segundo as autoridades, o esquema envolve a gestão de fundos de investimentos na Faria Lima para lavagem de dinheiro do crime organizado e fraudes fiscais bilionárias no setor de combustíveis.

Piloto Mauro Caputti Mattosinho (Foto: Reprodução)

O inicio

Em 2025, Mauro Mattosinho denunciou que Antônio Rueda, presidente do União Brasil, está entre os verdadeiros donos de quatro dos dez jatos executivos operados pela empresa de táxi aéreo. Mattosinho denunciou, ainda, ter transportado em voo uma sacola de papelão que aparentava conter dinheiro vivo, na mesma data em que Beto Louco mencionou a outros passageiros que teria um encontro com o senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP.

Mattosinho relatou a sua rotina após a PF deflagrar a Operação Carbono Oculto, que teve como alvos Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo. “Quando a operação Carbono Oculto é deflagrada, eu tinha ido, no dia anterior, para Punta Del Leste, no Uruguai, com a família do Roberto (Beto Louco)”, disse o piloto.

Piloto revela rotina de voos

Quem é Beto Louco e o Primo?

Mohamad Primo (esquerda) e Beto Louco (direita) – Foto: Reprodução

Conhecidos como “Beto Louco” e “Primo”, os empresários Roberto Augusto Leme da Silva e Mohamad Hussein Mourad, respectivamente, são apontados como elementos centrais do esquema bilionário comandado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). A infiltração do crime organizado na economia formal foi revelado no ano passado na megaoperação deflagrada por vários órgãos em cooperação em dez Estados.

Considerada a maior operação do tipo contra o crime organizado na história do País, a ação mirou envolvidos no domínio de toda a cadeia produtiva da área de combustíveis, incluindo usinas, fabricação e refino, distribuidoras, transportadoras, fintechs, e redes de postos de combustível.

A Receita Federal estima que a organização criminosa movimentou R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. Os auditores detectaram irregularidades em mais de mil postos de combustíveis.

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Nota

A equipe de reportagem encaminhou um pedido de nota ao Governo do Amazonas. Até a publicação da reportagem, nenhum retorno nos foi dado. O espaço continua aberto.