Sexta-feira, 6 Março

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, decide deixar o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A previsão é ele fique no cargo até o dia 4 de abril, data limite determinado pela legislação eleitoral para quem pretende disputar as eleições.

Contudo, Alckmin ainda permanece como vice-presidente.

A regra eleitoral exige que ministros devem deixar o cargo até seis meses antes do primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro. No entanto a exigência de desincompatibilização, não se estende a vice-presidência.

Dessa forma, Geraldo Alckmin deverá seguir no cargo até mesmo durante a disputa eleitoral, não podendo apenas assumir a Presidência nesse período.

Em clima de despedida, Alckmin esteve na apresentação dos números da balança comercial de fevereiro. O que normalmente, é divulgado apenas por técnicos da Secretaria de Comércio Exterior.

Nisso, ele fez um balanço dos últimos três anos que esteve à frente do Mdic, destacando a aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, o qual é previsto pelo governo que entre em vigor ainda em maio desse ano.

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Alckmin ainda discorreu sobre a ratificação pelo Congresso Nacional, que finalizou a aprovação do tratado, na última quarta-feira (4), encerrando mais de 20 anos de negociações e abertura do caminho para a aplicação provisória do pacto.

Ele ainda comentou sobre a plataforma desenvolvida pelo Governo, o Portal Único de Comércio Exterior (Siscomex), que integra procedimentos de exportação e importação no país.

Conforme o vice-presidente, a plataforma respondeu por 50% das operações de importação brasileiras em fevereiro. A expectativa é que o sistema seja totalmente implementado até o fim do ano.

Futuro político de Alckmin

O futuro político do vice-presidente ainda é incerto, e deverá ser tema de negociações no governo.

Ainda não se sabe, se Alckmin disputará a vice-presidência novamente na chapa de Lula, ou se tentará ao governo de São Paulo, o qual já ocupou por quatros mandatos, entre 2001 a 2006 e 2011 a 2018.