Terça-feira, 10 Fevereiro

A prefeita de Rio Preto da Eva, Socorrinha Nogueira (União Brasil), vai pagar mais de R$ 3,6 milhões à empresária Pamela Mendonça Freire, cuja a família foi investigada pela Polícia Federal, em 2004, por desvio milionário em licitações.

A empresária Pamela Mendonça Freire, teve a família envolvida em fraudes de desvio de dinheiro público, em investigações da Polícia Federal (PF). No caso, o pai e a mãe, identificados como José Farias Freire e Odinete de Souza Mendonça Freire. O quais eram sócios da empresa investigada, Tetoplan Construções Ltda.

Família investigada

Conforme as investigações da PF, a empresa dos pais da empresária, estiveram envolvidos em um esquema de fraude em licitações, os quais criavam empresas fictícias para participar e vencer licitações com o governo do estado na época.

Na operação da PF, deflagrada em 2004, no caso que investigou a movimentação indevida de milhões em contratos licitatórios com o governo do estado do Amazonas. Segundo a investigação, foram desviados cerca de R$ 500 milhões dos cofres públicos.

Segundo a Polícia, o esquema envolveu funcionários da Secretaria da Fazenda do estado, comissão estadual de licitações e ainda outras secretarias do estado. Dessa forma, terminou com 20 mandados de prisão e 32 mandados de busca e apreensão.

Mesmo com esse histórico, a prefeita Socorrinha assinou um contrato milionário com a empresa de Pamela Mendonça Freire, para pavimentar um ramal localizado na zona rural do município. Por outro lado, a mesma afirma ter como atividade principal com a fabricação de produtos do refino de petróleo.

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Empresa

A empresa escolhida, pela prefeita Socorro, é registrada como P R Construções e Terraplanagem Ltda, inscrita no CNPJ nº 84.496.033/0001-64. Com o nome fantasia P. R. Engenharia, localizada na capital amazonense, em Manaus.

A empresa escolhida para pavimentar o ramal, afirma ter como atividade principal a fabricação de produtos do refino de petróleo. Assim como outras atividades de extração e britamento de materiais, manutenção e construção de rodovias, barragens, estações de energia elétrica, obras portuárias.

Mesmo não apresentando atividades correspondentes à pavimentação, ela foi a empresa registrada para realizar a obra milionária no município.

Os responsáveis da empresa são os empresários identificados como Pamela Mendonça Freire, como sócio administrador e Diogo Ramos Auzier, como sócio. A mesma tem um capital social de R$ 5 milhões, conforme as informações do Quadro de Sócios e Administradores (QSA).

Confira nas informações do QSA da empresa:

Problemas da cidade

O ramal registrado no contrato, está localizado na AM-010, conhecido como ramal Paraíba, na zona rural do município.

Mas enquanto, a prefeita Socorrinha assina contrato para pavimentar um ramal com empresa de petróleo, a população sofre com os diversos problemas do município. Os quais se estendem desde a gestão do seu padrinho político, o ex-prefeito Anderson Souza.

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Entre os problemas, estão a falta de segurança pública. O município lidera o ranking de violência no Amazonas. O município “registrou a maior taxa média (98,5%) de violência letal, considerando o período de 2022 a 2024, no grupo de municípios com 20 a 50 mil habitantes.” segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Além disso, o município sofre com a falta de saneamento básico e a má coleta de resíduos e lixos, tendo se tornado alvo, recentemente do Ministério Público do Amazonas (MPAM), por causa do problema.

Veja a publicação do MPAM:

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Resposta

A equipe de jornalismo do Portal Alex Braga tentou contato com a Prefeitura de Rio Preto da Eva, para pedir mais esclarecimentos sobre a contratação da empresa e qual a necessidade da pavimentação da estrada. Contudo, até o fechamento desta matéria não obtivemos retorno. O espaço segue aberto para mais esclarecimentos.

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