Quinta-feira, 26 Fevereiro

A pré-candidata ao governo do Amazonas, Maria do Carmo, se vê no centro de uma crise política que expõe contradições entre seu discurso público de moralidade e os aliados que mantém dentro do Partido Liberal (PL-AM). Entre foragidos, denúncias de pirâmide financeira e bloqueios de contas, a situação coloca em xeque sua imagem de líder firme na defesa da ética e da transparência. Agora surgiram vídeos em que ela apoia e recebe apoio de um pastor foragido por fraude de R$ 75 milhões.

A proximidade com aliados foragidos

Anderson Ricardo Lima dos Santos, conhecido como Pastor Anderson Bandeira, é apontado como líder de um esquema de pirâmide financeira que causou prejuízos de R$ 75 milhões a servidores públicos no Amazonas.

Vídeos e registros mostram Bandeira abençoando Maria do Carmo em eventos oficiais do partido, ao lado do presidente estadual do PL, Alfredo Nascimento.

A relação estreita do “pastor” com Maria do Carmo contrasta com seu discurso público recente, em que criticava severamente adversários associados a práticas ilegais. Agora, aliados próximos da pré-candidata estão sob investigação por estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, o que gera questionamentos sobre sua seletividade moral.

Além disse ele foi escolhido para ser candidato a deputado pelo PL.

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Silêncio e seletividade

Enquanto seus críticos internos e externos exigem explicações, Maria do Carmo não se pronunciou de forma contundente sobre as acusações contra seu aliado. Ao mesmo tempo, aliados históricos da candidata mantiveram um perfil discreto, evitando manifestações públicas que poderiam gerar embaraço adicional.

Essa postura de cautela política contrasta com o discurso enfático da pré-candidata em relação a adversários, quando defende a responsabilização imediata de quem comete irregularidades. Analistas afirmam que essa diferença de tratamento pode prejudicar a credibilidade da candidata perante eleitores que valorizam coerência e transparência.

Justiça eleitoral pressiona o partido

Além das investigações criminais, a pré-candidata e o partido também enfrentam questionamentos da Justiça Eleitoral. O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas solicitou documentos que comprovem a movimentação de contas bloqueadas recentemente, dando prazo para que a legenda apresente explicações detalhadas sobre valores e origens do dinheiro.

A necessidade de transparência financeira é reforçada pelo histórico do presidente estadual do PL-AM, Alfredo Nascimento, que teve irregularidades apontadas em sua prestação de contas de campanha em anos anteriores. A situação aumenta a pressão sobre Maria do Carmo, já que sua liderança está diretamente ligada à imagem do partido.

TRE PRESSIONA O PL

NOTA

O Núcleo de Reportagem Investigativa do Portal Alex Braga entrou em contato com a assessoria de comunicação da Maria do Carmo para falar sobre o caso, mas até a publicação desta matéria não obtivemos respostas.

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