Apesar de R$ 39.985,60 terem sido oficialmente gastos, pelo governador Wilson Lima (União), na manutenção dos banheiros e da recepção do SPA do Galileia, localizado na Avenida Samaúma, bairro Nova Cidade, a situação das instalações continua crítica e insalubre. Pacientes que estiveram na unidade no dia 30 de janeiro, por volta das 15h30, relataram condições deploráveis, lixo acumulado, fios expostos e banheiros praticamente inutilizáveis.
“O banheiro do SPA do Galileia está jogado mesmo, é uma falta de respeito com pacientes desse hospital. A pessoa vem doente e tem que ficar nesses odores horríveis”, disse uma das denunciantes. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram lixeiras transbordando, sujeira espalhada pelo chão e instalações sem condições mínimas de uso.
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Segundo fontes da unidade, os trabalhadores da limpeza estão há seis meses sem receber salários, o que teria agravado a falta de manutenção. O problema não se limita ao SPA do Galileia. Denúncias apontam que outras unidades, como a Maternidade Ana Braga, na zona leste, também enfrentam atraso no pagamento de funcionários e condições precárias de higiene.
Documentos oficiais da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas mostram que, em 21 de agosto de 2025, a gestão do governador Wilson Lima autorizou a dispensa de licitação para manutenção predial do SPA Eliameme Rodrigues Mady, incluindo banheiros e recepção, no valor de R$ 39.985,60. O contrato tinha como justificativa garantir o bom funcionamento da unidade e atender à demanda de funcionários e pacientes.
O contraste entre o dinheiro público liberado e o abandono denunciado por pacientes evidencia descaso e má gestão do recurso público. Mesmo com quase R$ 40 mil destinados à manutenção, os banheiros permanecem em condições degradantes, deixando pacientes e servidores expostos a riscos de saúde e demonstrando falhas graves na fiscalização e execução dos serviços contratados.
NOTA
O Núcleo de Reportagem Investigativa do Portal Ales Braga entrou em contato com a Secretaria De Estado De Saúde Do Amazonas (Ses-AM) para falar sobre o caso, mas até a publicação desta matéria ainda não obtivemos respostas. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
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