O ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça, manteve preso Gabriel Henrique da Silva de Souza, ex-gerente da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (Fcecon). A decisão é desta segunda-feira (5), por suspeita de corrupção.
Gabriel está preso desde outubro de 2025, como um dos alvos da Operação Metástase, do Gaeco do MPAM. A investigação aponta fraude, direcionamento de licitações e corrupção por parte de diretores de unidades de Saúde do Governo do Amazonas.
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A polícia afirma que as propinas variavam de 30% a 50%. Herman Benjamin afirma que “no tocante ao HC n. 0623535-10.2025.8.04.9001, constata-se, desde logo, que a pretensão não pode ser acolhida pelo Superior Tribunal de Justiça, pois a matéria não foi examinada pela Corte local, que ainda não julgou o mérito do writ originário”.

Ele reforça também que “no caso, a situação dos autos não justifica a prematura intervenção desta Corte Superior, porquanto, à primeira vista, a autoridade apontada como coatora fundamentou suficientemente a manutenção da prisão preventiva do paciente”.
A ação contra funcionários da Fcecon e das maternidades Balbina Mestrinho e Dona Nazira Daou é mais um escândalo na Secretaria Estadual de Saúde (SES) no Governo Wilson Lima. Essa ação é um desdobramento da Operação Jogo Marcado, deflagrada em julho do ano passado, que apurou fraudes em licitações na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) José Rodrigues, em Manaus.
A investigação apontou o envolvimento de uma família, proprietária de seis empresas, que participava de licitações com valores combinados para obter dispensa de licitação.
Além de Gabriel, foram presos da Operação Metástase Rafaela Faria Gomes da Silva, diretora da Maternidade Balbina Mestrinho, e Andréa Castro, ex-diretora da Maternidade Nazira Daou. Sete funcionários também foram afastados das funções.