Nesta quarta-feira (11), moradores de Iranduba voltam a cobrar providências do prefeito Augusto Ferraz (União Brasil) em relação ao lixão a céu aberto que assola o município de Iranduba. A audiência pública será realizada no Ginásio José Araújo de Almeida, promovida pelo Ministério Público do Estado do Amazonas, por meio da 1ª e 2ª Promotorias de Justiça da Comarca de Iranduba, e convoca a sociedade civil a discutir temas essenciais para a cidade:
- Meio ambiente: gestão de resíduos sólidos e impactos do lixão a céu aberto.
- Educação: transporte escolar, estrutura das escolas e direito à alfabetização em creches e unidades educacionais.
- Saúde: estrutura e funcionamento do Hospital Hilda Frente Dona Cabocla e das unidades básicas de saúde.
O foco principal, no entanto, continua sendo o lixão localizado no Ramal da Dona Creuza, no km 6, que se tornou símbolo do descaso da gestão do prefeito Augusto Ferraz. A situação, já denunciada pelo Portal Alex Braga em janeiro deste ano, tem motivado protestos contínuos da população local.
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Na audiência anterior, realizada na sede da Defensoria Pública do Amazonas em Manaus, moradores denunciaram o descaso histórico da Prefeitura. Segundo André Peres, líder comunitário da Comunidade São Francisco, “as comunidades próximas e até as mais distantes já sentem as consequências do lixão. Nossos lençóis freáticos estão começando a ser afetados. É muita negligência do prefeito.”
Além da contaminação da água e do solo, a população sofre com problemas de saúde decorrentes da insalubridade do local. O problema se arrasta há anos, mesmo com projetos de aterro sanitário modernos já aprovados por órgãos ambientais. A proposta da empresa Norte Ambiental incluía impermeabilização do solo, tratamento de chorume e monitoramento ambiental 24 horas. Ainda assim, o prefeito Augusto Ferraz se posicionou veementemente contra, alegando impactos sociais e defendendo suposta autonomia municipal. Moradores acusam que a motivação real seria política, beneficiando a esposa do prefeito, Luana Ferraz, atual secretária de Saúde.
“Lá no KM 5 do Januari, temos empreendimentos, pontos turísticos e mais de mil agricultores que sofrem há décadas com esse lixão, que ainda pegou fogo por 22 dias exalando fumaças tóxicas. O prefeito ignora soluções legais e seguras e mantém a população refém do lixo”, critica Benedito Leite.
Com a audiência de hoje, o Ministério Público busca envolver autoridades e sociedade civil para discutir medidas urgentes de saneamento, educação e saúde, mas a expectativa dos moradores é de que haja ação efetiva para finalmente colocar fim a um problema que já se tornou insustentável.
NOTA
O Núcleo de Reportagem Investigativa do Portal Alex Braga entrou em contato com a prefeitura de Iranduba para falar sobre o lixão, mas até a publicação desta matéria não obtivemos respostas. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
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