Terça-feira, 4 Agosto

Moradores da comunidade Fortaleza, localizada na zona rural do município de Manicoré, no Amazonas, estão denunciando pelas redes sociais as condições precárias da Escola Municipal Fortaleza que atende crianças da região. Segundo relatos da população, a unidade de ensino enfrenta problemas estruturais, falta de manutenção e dificuldades que colocam em risco a segurança dos estudantes e comprometem a qualidade do ensino.

A população cobra providências da gestão do prefeito Lúcio Flávio (PSD) e questiona a falta de atenção com as escolas do interior, onde alunos e professores convivem diariamente com estruturas deterioradas.

Um dos moradores, identificado como Edmar, relatou a situação da Escola Municipal Fortaleza e afirmou que o local apresenta diversos problemas. Segundo ele, a estrutura está comprometida, com equipamentos quebrados e riscos para as crianças que frequentam o espaço.

“Hoje a estrutura da escola está péssima, tudo quebrado, arriscando a criança cair e quebrar as pernas. A merenda escolar também vem e dura duas semanas, e ainda é de péssima qualidade”, relatou o morador.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o morador Efraim Lagos mostrou imagens da escola e chamou atenção para a precariedade da instituição de ensino. Nas gravações, é possível observar problemas na estrutura, incluindo janelas comprometidas e partes da escola que, segundo ele, oferecem risco aos alunos.

“Quando a gente pisa aqui dentro, o piso está solto, correndo risco da criança pisar, cair lá embaixo e se machucar. Para piorar, disseram que a escola não tinha banheiro e hoje tem porque o professor e a professora tomaram a frente para resolver. Aqui é tudo sujo e podre, as paredes da escola estão ruins. O banheiro da escola é uma vergonha”, afirmou.

Ainda segundo Efraim Lagos, a comunidade cobra uma atuação mais firme dos representantes públicos para fiscalizar a situação da educação no município. “A gente sabe que tem dinheiro para a educação, a prefeitura não faz por falta de vontade. O dinheiro que vem para o município, ele sabe onde está indo. Isso é revoltante. Queremos cobrar dos vereadores que fiscalizem”, declarou.

Nas redes sociais, outros moradores também manifestaram indignação com a situação. “Assim está a escola de São Lázaro”, comentou uma internauta.

Esta não é a única escola pedindo socorro em Manicoré

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A denúncia da comunidade Fortaleza não é um caso isolado na rede municipal de ensino de Manicoré. Em julho deste ano, o Portal Alex Braga já havia denunciado uma situação semelhante envolvendo a Escola Municipal Santa Civita, localizada na comunidade Barreira do Curuçá, zona rural do município.

Na ocasião, moradores relataram que a unidade escolar estava praticamente caindo aos pedaços. Construída em fevereiro de 2002, a escola de madeira apresentava sinais avançados de deterioração, com problemas causados pela ação do tempo e pela falta de manutenção.

Imagens divulgadas na época mostraram o comprometimento da estrutura, com piso de madeira deteriorado, buracos nas tábuas, paredes danificadas e dificuldades para garantir um ambiente seguro para alunos e professores. A situação gerou revolta entre moradores, que cobraram uma resposta da administração municipal.

Sem registros de contratos para reformas ou construção de escolas no Diário Oficial

Levantamento feito pela reportagem do Portal Alex Braga aponta que, até o mês de agosto de 2026, não foram encontrados contratos publicados no Diário Oficial dos Municípios relacionados à reforma ou construção de escolas na gestão municipal de Manicoré.

A ausência de registros públicos de investimentos específicos para recuperação da infraestrutura escolar aumenta as cobranças da população, que afirma enfrentar problemas antigos sem uma solução definitiva por parte da prefeitura.

Enquanto isso, estudantes e professores continuam frequentando unidades de ensino que apresentam problemas estruturais e necessitam de melhorias.

NOTA

O Núcleo de Reportagem Investigativa do Portal Alex Braga entrou em contato com a prefeitura de Manicoré para falar sobre o caso, mas até a publicação desta matéria não obtivemos respostas. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

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