Os integrantes do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e do Palácio do Planalto, criticaram as declarações dos ministros da Fazenda, Dario Durigan e da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, após rebaterem falas do presidente da Argentina, Javier Milei.
Conforme o diplomata, que rejeitou as falas em nome do governo brasileiro, afirmou que as declarações “abaixaram o nível” e que feriram a linha determinada pelo Itamaraty e o Pálacio do Planalto.
De acordo com a avaliação, os ministros poderiam criticar o presidente argentino, porém não deveriam igualar a fala ao mesmo nível de Javier Milei.
O ministro da Fazenda, Durigan afirmou ter sentido ter o dever de responder à fala do presidente argentino, após ele criticar a economia brasileira. Em sua reação, ele chegou a chamar Milei de “palhaço”. Já Boulos, chamou o mandatário argentino de “caricatura patética” e “puxa-saco” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo a linha, que deveria ser usada foi definida em nota intitulada “Agressões do presidente da Argentina em território brasileiro”. Na nota, o Itamaraty não adjetivou o presidente Javier Milei, mas apontou como “impropérios” as falas referente ao presidente Lula, como “presidiário” e ao ministro Alexandre de Moraes como “lixo careca”.
Diante disso, auxiliares diretos do presidente Lula e um interlocutor do Palácio do Planalto, afirmaram que “baixaram o nível” e ainda “desnecessário baixar o nível”.




