Quarta-feira, 4 Março

A mãe, Andréia Campos Bertolino denunciou ao Portal Alex Braga (PAB) o descaso que sofreu junto com a filha, a bebê cardiopata Valentina Bertolino, de apenas 4 meses de idade, que permaneceu 19 dias internada no Hospital do Coração Francisca Mendes (HCFM), de responsabilidade da Secretaria de Saúde no governo Wilson Lima (UB).

De acordo com informações repassadas por Andréia “​no dia 4 de fevereiro, a minha filha Valentina, de apenas 4 meses, deu entrada no hospital para lutar pela vida. Ela nasceu cardiopata (PCA) e precisava de uma cirurgia. Foram 19 dias de muita luta”, afirmou a mãe.

“Minha filha não perdeu a luta para o coração, ela perdeu a vida para a negligência, para o autoritarismo médico e para um sistema que a tratou como um número, e não como um bebê que precisava de socorro”, enfatizou.

​O alerta ignorado e a soberba médica

A Valentina aguardava a cirurgia em uma ala isolada, mas sempre que eu iria questionar, a resposta era a mesma, não há leito na UTI”. “No meio dessa espera angustiante, a imprudência deu as caras. Um médico decidiu colocar uma criança de 9 anos, com sintomas gripais, no mesmo ambiente que a minha filha, uma bebê cardiopata de 4 meses”, revelou a mãe.

Ainda, segundo Andréia que conhecia a fragilidade da filha, avisou, coloca-la junto de uma criança mais velha e com sintomas gripais, não daria certo. O médico, no entanto afirmou que “sabia o que estava fazendo” e “O que ele fez foi condenar a Valentina a uma infecção que o seu coraçãozinho não poderia suportar” afirmou mãe.

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Equipe médica confirmou erro grave

De acordo com a denunciante, a bebê começou a apresentar sintomas gripais. “A Valentina gripou, e aí foi tarde demais. Tiraram a outra criança que estava infectada mas foi o mesmo que nada”, disse. Ainda, segundo Andréia Campos a equipe médica confirmou o erro grave, uma bebê cardiopata jamais poderia estar exposta aquele risco.

Foto: Arquivo Pessoal – Valentina Bertolino

Mãe relata sofrimento da filha de 4 meses

“​Os dias que se seguiram e foram de procedimentos invasivos, cateteres e tentativas desesperadas de corrigir o que a negligência causou. Foi preciso que uma enfermeira, em um ato de humanidade e desespero, me alertasse para tirar a minha filha daquele hospital”, revelou.

“O leito chegou quando o quadro já era extremamente critico. E eu perdi a minha filha, com apenas 4 meses no dia 23 de fevereiro, após longos 19 dias de luta no Hospital Francisca Mendes”, finalizou o relato.

Grave

Ainda, segundo Andréia Campos a certidão de óbito de Valentina Bertolino está incorreta, pois o médico que atestou o óbito colocou a causa como ‘Persistência do Canal Arterial’, e não o sintoma gripal.

Ouça o relato da mãe

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Confira o documento de óbito errado

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