Quinta-feira, 26 Março

Após o Senado Federal aprovar, por unanimidade, o Projeto de Lei que considera a misoginia como crime de racismo, os deputados da Câmara Federal se dividem sobre a proposta.

Apesar de ter sido aprovado no Senado, por senadores de direita, esquerda e cento. A pauta tem gerando divisões entre os parlamentares da Câmara. Enquanto as deputadas, Tabata Amaral (PSB-SP) e Erika Hilton (PSOL-SP), parabenização a aprovação no Senado.

Por outro lado, deputados da oposição discordam da aprovação da pauta na Câmara dos Deputados. Entre eles, o deputado Nikolas Ferreira, que escreveu em seu perfil, no X (antigo Twitter), que é contrário ao texto da proposta.

“Inacreditável é a palavra… Amanhã começa o trabalho para derrubar essa aberração que foi aprovado hoje no Senado” disse o deputado.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) apesar de ter votado a favor no Senado Federal, ela mostrou preocupação com as consequências da proposta.

“Daqui a pouco vão colocar o etarismo na lei. Estou preocupada com os rumos que queremos dar a uma lei tão preciosa. Não sei se o movimento negro participou desse debate. […] Acreditava que na CCJ haveria essa correção. Devemos sim tipificar a misoginia, mas não na Lei de Racismo”, afirmou a senadora.

Por outro lado, Erika Hilton defendeu a proposta em suas redes sociais, afirmando que vai lutar para que a lei “seja aprovada sem nenhuma alteração” na Câmara. “É inaceitável que mulheres sejam atacadas, ameaçadas, desumanizadas e violentadas todos os dias, nas redes e nas ruas, simplesmente por serem mulheres”, escreveu no X.