Sexta-feira, 27 Fevereiro

O Núcleo Investigativo do Portal Alex Braga (PAB), irá revelar com exclusividade um print em que o nome e CPF do governador Wilson Lima (União Brasil) constavam em viagens secretas e voos ligados à organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Vale ressaltar, que cada voo em que Wilson Lima realizou foram gasto mais de R$ 300 mil reais.

A caixa de pandora foi aberta e agora, Wilson Lima terá que se explicar. O que ele fazia em voos que transportava regularmente uma dupla que, segundo o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Federal (PF), liderava um mega-esquema de lavagem de dinheiro que atendia ao PCC? Fica o questionamento, governador.

Abaixo a confirmação, Wilson Lima e pessoas extremamente ligadas a ele, estiverem nesses voos. Confira.

O silêncio do governador demonstra que não é estratégia, e sim pânico e desespero. O cerco está se fechando. Porque papel aceita tudo, mas o rastro digital e o plano de voo não mentem.

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Entenda revelações de Mattusinho sobre voos

Mauro Caputti Mattosinho, piloto que trabalhava na empresa Táxi Aéreo Piracicaba (TAP), revelou que transportava regularmente a dupla: Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco” e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, apontados, pelo Ministério Público de São Paulo e a Polícia Federal, como chefes de um esquema criminoso do PCC.

Segundo as autoridades, o esquema envolve a gestão de fundos de investimentos na Faria Lima para lavagem de dinheiro do crime organizado e fraudes fiscais bilionárias no setor de combustíveis.

Piloto Mauro Caputti Mattosinho (Foto: Reprodução)

O inicio

Em 2025, Mauro Mattosinho denunciou que Antônio Rueda, presidente do União Brasil, está entre os verdadeiros donos de quatro dos dez jatos executivos operados pela empresa de táxi aéreo. Mattosinho denunciou, ainda, ter transportado em voo uma sacola de papelão que aparentava conter dinheiro vivo, na mesma data em que Beto Louco mencionou a outros passageiros que teria um encontro com o senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP.

Mattosinho relatou a sua rotina após a PF deflagrar a Operação Carbono Oculto, que teve como alvos Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo. “Quando a operação Carbono Oculto é deflagrada, eu tinha ido, no dia anterior, para Punta Del Leste, no Uruguai, com a família do Roberto (Beto Louco)”, disse o piloto.

Confira o vídeo

Piloto revela rotina de voos

Quem é Beto Louco e o Primo?

Mohamad Primo (esquerda) e Beto Louco (direita) – Foto: Reprodução

Conhecidos como “Beto Louco” e “Primo”, os empresários Roberto Augusto Leme da Silva e Mohamad Hussein Mourad, respectivamente, são apontados como elementos centrais do esquema bilionário comandado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). A infiltração do crime organizado na economia formal foi revelado no ano passado na megaoperação deflagrada por vários órgãos em cooperação em dez Estados.

Considerada a maior operação do tipo contra o crime organizado na história do País, a ação mirou envolvidos no domínio de toda a cadeia produtiva da área de combustíveis, incluindo usinas, fabricação e refino, distribuidoras, transportadoras, fintechs, e redes de postos de combustível.

A Receita Federal estima que a organização criminosa movimentou R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. Os auditores detectaram irregularidades em mais de mil postos de combustíveis.

Leia Mais: Chegou a hora do piloto bomba abrir seu diário de bordo e implodir Wilson Lima

Mais revelações

Nos próximos dias, a equipe de reportagem do Portal Alex Braga (PAB), trará com exclusividade como o grupo União Brasil se envolveu nesse esquema.

Nota

A equipe de reportagem encaminhou um pedido de nota ao Governo do Amazonas. Até a publicação da reportagem, nenhum retorno nos foi dado. O espaço continua aberto.

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